Carlos Lupi

Carlos Lupi

O PDT tem como seu presidente e líder nacional o atual Ministro do Trabalho e Emprego (MTE), Carlos Roberto Lupi (nasceu em 1957), que sucedeu Leonel Brizola, quando nosso líder histórico faleceu, repentinamente, em 21 de junho de 2004. Lupi chegou ao ministério em 2 de abril de 2007, e logo se lançou num esforço para resgatar o papel do trabalhador na pasta, que chegou a seu auge com João Goulart, em 1953.

Jango foi o ministro de Getúlio Vargas que deu 100 por cento de aumento do salário-mínimo. Os tempos são outros, mas Lupi projetou sua gestão com uma política marcada pela maior geração de empregos dos últimos tempos e imprimiu uma nova estrutura que fez do MTE um dos ministérios mais modernos e democráticos da República.

Antes de ser ministro, Carlos Lupi, administrador e professor, já foi secretário da prefeitura, secretário de estado, e deputado federal-constituinte (1986-1990). Militante do PDT desde a juventude, quando foi receber Brizola, que chegava ao país, depois de 15 anos de exílio, por São Borja (RS), terra de Getúlio, Jango e Neusa Goulart Brizola, no 7 de setembro de 1979.

De origem humilde, Carlos Lupi foi jornaleiro e dirigia uma banca em frente ao hotel em que se hospedara Brizola, no Rio de Janeiro, logo depois de seu retorno. Brizola foi procurar jornais do Rio Grande na banca de Lupi. Daí em diante os dois desenvolveram uma grande amizade e entendimento, que resultou, com o tempo, no preparo do então jovem militante para sucedê-lo na direção nacional do PDT.

O desaparecimento de Brizola, encontrou Lupi na 1ª vice-presidência nacional, cargo para o qual tinha sido pessoalmente designado pelo Líder diante da convenção partidária. Sua assunção à presidência foi automática, natural e referendada pela militância brizolista e as principais lideranças do partido.

Essas credenciais e uma articulação com a militância, os diretórios regionais e as bancadas na Câmara e no Senado, redundaram no apoio do PDT à candidatura do Presidente Lula, na eleição de segundo turno, em 2006, a participação na coalizão de Governo e, finalmente, na indicação unânime de seu nome para responder pelo Ministério do Trabalho e Emprego, como representante do PDT na base governista.

Histórico defensor da educação em tempo integral, já em seu discurso de posse, Lupi destacava aquelas que seriam suas grandes marcas à frente do Ministério do Trabalho e Emprego: a intransigente defesa dos direitos trabalhistas e a qualificação profissional como eixo da política de geração de emprego e promoção da cidadania. Para isso, levou cursos de capacitação aos quatro cantos do país, sempre priorizando jovens de baixa renda; propôs e conseguiu, em 2008, aumentar em oito vezes os recursos do Ministério para essa área.

Durante sua gestão, o Brasil passou a viver a maior geração de empregos com carteira assinada da história. Os sucessivos recordes mensais culminaram no saldo de mais de 1,6 milhão de vagas em 2007, com o crescimento do emprego em todos os setores econômicos e regiões do país. Em 2008, a economia manteve o ritmo de crescimento acelerado, e cerca de 2 milhões de trabalhadores tiveram suas carteiras de trabalho assinadas – um número nunca alcançado antes.

Promovendo o constante diálogo entre trabalhadores e empregadores, Lupi obteve avanços históricos como a regulamentação do trabalho aos domingos, a ampliação dos cursos gratuitos no Sistema S e a regulamentação das centrais sindicais. Como membro dos conselhos que administram o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), propôs ações voltadas para o maior investimento no setor produtivo e a criação de novas linhas de crédito, como a Linha Pró-Cotista do FGTS, que oferece ao trabalhador juro mais baixo para a compra da casa própria.

Internamente, Lupi vem conduzindo uma política de valorização dos servidores do Ministério. Ainda em 2007, criou o Mérito Trabalhista Getúlio Vargas, que homenageia os funcionários em atividade com mais de 20 anos dedicados à casa.

Teve atuação de destaque no processo de negociação que resultou no novo plano de carreira dos auditores fiscais e aprovou junto ao Congresso Nacional e à Presidência da República concurso para 1.800 novos servidores, o primeiro desse porte em mais de duas décadas.

Carlos Roberto Lupi tem Licenciatura Plena em Administração, Economia e Contabilidade, é casado com a jornalista Angela Rocha e de quem tem três filhos.

Lupi teve o seu primeiro contato com a administração pública em 1983, quando assumiu a coordenação das Regiões Administrativas da Cidade do Rio de Janeiro, no governo do então prefeito Marcelo Allencar. Foi eleito em 1990 pelo PDT, único partido de sua vida, deputado federal e fez parte da comissão que elaborou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, sendo considerado deputado nota 10 pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP). Em 1992, se licenciou do mandato de deputado para assumir a Secretaria Municipal de Transportes do Rio de Janeiro. Em 1999, assumiu a Secretaria de Governo do Estado do Rio.